Património Arquitetura Militar

Fortaleza de Santa Catarina
FortalezaSantaCatarina
Imóvel de Interesse Público - Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

A necessidade de defesa do rio e das populações ribeirinhas das margens do Arade, contra as incursões do corso e pirataria, levou a que, em 1621, o engenheiro italiano Alexandre Massai, ao serviço da coroa portuguesa, fosse incumbido de realizar um estudo sobre as hipóteses defensivas do rio Arade. A partir de um dos seus projetos e durante o domínio espanhol de Filipe III, no séc. XVII, procedeu-se entre 1631 e 1640 à construção da fortaleza, no alto da falésia, na ponta da Praia da Rocha, no sítio de Santa Catarina, a qual oferecia boas condições de defesa da entrada da barra do rio, dos aglomerados urbanos de Portimão a Silves, contra as incursões da pirataria e das frequentes ações de pilhagem costeira A construção incluiu um fosso e ponte levadiça diante da entrada a Norte, de que hoje já não restam quaisquer vestígios. Porém, dessa construção do século XVII, existe ainda a face norte da muralha que se vislumbra quando se chega à fortaleza, bem como restos de muros a Nascente e a Poente. Para além disso, existem seis canhoneiras (aberturas efetuadas nos parapeitos para permitirem os disparos das bocas de fogo), sobre o muro da porta de entrada e três a poente. No interior da fortaleza encontra-se a capela de Santa Catarina, nome da santa à qual se prestava culto na ermida aí existente e que passou para o interior do núcleo fortificado. Existem algumas casas térreas que serviram de posto da Guarda Fiscal, funcionando atualmente como dependência da Capitania do Porto de Portimão. A partir da década de sessenta este miradoiro foi gradualmente adaptado a zona de lazer, restaurantes e de atividades culturais e recreativas. Este espaço perdeu praticamente todas as conotações militares, encontrando-se sobretudo associado a rituais de lazer, de passeio e um excelente miradouro sobre o oceano, da qual se avistam as falésias de Ferragudo, Portimão, Praia da Rocha e a baía de Lagos.

Muralhas de Portimão
muralhas
Imóvel de Interesse Público - Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)

Ruínas do antigo castelo ou Forte de Alvor
antigoCastelo
Imóvel de Interesse Público - Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)