Político e homem de letras. Era assim Manuel Teixeira Gomes, o sétimo presidente da I República e figura incontornável da sociedade portuguesa.
27 de Maio de 1860 nasce Manuel Teixeira Gomes na Vila Nova de Portimão. Aqui frequenta o ensino primário no Colégio de São Luís Gonzaga. Aos dez anos ruma para Coimbra, para o Seminário dos Olivais, onde conclui os preparatórios, ou seja, o ensino secundário.
Aos 15 anos entra para a Faculdade de Medicina. Mas os estudos entediam-no. Prefere, confessará mais tarde, “esquecer tudo a lembrar os imaginários ou verídicos tormentos pedagógicos…”
Aos dezassete anos, cansado dos “imaginários ou verídicos tormentos pedagógicos”, abandona os estudos. Interessa-se por outros objectos de estudo empírico, avulso, mais atraentes para a sua personalidade curiosa e sonhadora – literatura, arte, política.
As letras entram-lhe pela veia cedo. A renúncia aos estudos empurra-o para Lisboa. Desemboca na “boémia descabelada, fome e literatura”. A “fome” é devida ao corte na mesada paterna por interrupção dos estudos. José Libânio e Maria da Glória querem um filho médico. Sai-lhes um intelectual.
Passeia-se em más companhias. O alentejano Fialho de Almeida (médico, nascido três anos antes de Teixeira Gomes). João de Deus, outro algarvio nada dado à rambóia. A vida airada até pode compensar. João de Deus descansa no Panteão Nacional. Teixeira Gomes, que arrepiou caminho, tem campa rasa cemitério de Portimão.
• Manuel Teixeira Gomes - O Escritor
• Manuel Teixeira Gomes - O Viajante
• Manuel Teixeira Gomes - O Político
• Manuel Teixeira Gomes - O Exilado
