Dia Internacional da Protecção Civil - 1 de Março

Inicio do Ano Hidrológicio - Medidas Preventivas contra as cheias

O mês de Outubro, caracterizado pela altura do ano em que as reservas hídricas atingem o seu mínimo e em que o período mais chuvoso se inicia, representa o início de um novo ano hidrológico.

Assim, ao iniciar-se o novo ano hidrológico 2009/2010, recomenda-se a tomada de algumas medidas preventivas e de sensibilização que minimizem os seus efeitos, identificando-se os seguintes:

• Desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais, varandas e a limpeza de bueiros, algerozes e caleiras dos telhados de habitações.

• Limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas, esgotos, condutas, colectores e linhas de água nas áreas urbanas;

• Manter em bom estado as parcelas de leitos e margens das linhas de água, nas frentes particulares e fora do aglomerado urbano em bom estado de conservação, procedendo à sua regularização, limpeza e desobstrução dos álveos das linhas de água, por forma a garantir condições de escoamento dos caudais líquidos e sólidos em situações hidrológicas normais ou extremas;

• Desobstrução de linhas de água, principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento;

• Limpeza de linhas de água assoreadas;

• Limpeza dos resíduos sólidos urbanos (muitos deles de grandes dimensões) depositados nos troços marginais dos cursos de água;

• Evitar cortes rasos de material lenhoso ardido em situações de declive intenso, localizados nas proximidades das linhas de água;

• Recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados das áreas ardidas localizadas nas margens das linhas de água;

• Recolha ou trituração dos resíduos de actividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água;

• Verificação (e eventual reparação) de eventuais situações de desmoronamentos das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;

• Inspecção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;

• Identificação de novos “pontos críticos” (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes/pontões, etc.)

As condições meteorológicas, nomeadamente o vento e/ou a chuva, podem aumentar a instabilidade de solos e rochas em taludes. O aumento da instabilidade de vertentes em especial junto de aglomerados populacionais, vias rodoviárias e ferroviárias, deve ser observado e acompanhado com medidas preventivas, no sentido de evitar acidentes de deslizamento de terras e de derrocadas.

As principais observações que devem ser feitas, em especial em taludes de maior inclinação (onde mais abruptamente pode ocorrer a rotura) são as seguintes:

• Em taludes rochosos em que pode haver desmoronamento e tombamento de blocos de rocha, deve observar-se o normal funcionamento das estruturas de escoamento (filtros, protecção de filtros, furos de alivio de pressão de água, etc.) e as estruturas de suporte para a estabilização de taludes (cortinas de cimento, gabiões de protecção, redes de protecção, etc.);

• Em aterros e taludes de terra, devem observar-se possíveis deformações (abertura de fendas que significam arrastamento de material), bem como assentamentos devido às variações do nível da água nos terrenos.

Sempre que as observações feitas suscitem dúvidas, devem ser comunicadas ao Serviço Municipal de Protecção Civil respectivo, de forma a serem desencadeadas formas de mediação de parâmetros e de monitorização dos fenómenos de instabilidade.