Viajou com regularidade pela Europa do Norte, onde o negócio dos figos o levou inúmeras vezes. Dessa obrigação profissional soube retirar o que de melhor a viagem pode proporcionar a um ser culto, sedento de beleza e saber – a descoberta vagarosa de um território, de um país, de uma cultura.
Foi anotando tudo o que lhe suscitava prazer e curiosidade: a paisagem humana, mas sobretudo a cultural. A pintura, a escultura, a arquitectura, levaram-no até Itália, país que percorreu de Norte a Sul, durante anos seguidos. E o Mediterrâneo, berço da civilização que mais amava, e de que o Algarve era, na sua imaginação, o epicentro.