Recorrendo a vários géneros (teatro, conto, novela, cartas) cultivou e perseguiu sempre a beleza da língua portuguesa, no que ela tem de mais luminoso. O seu primeiro livro “Inventário de Junho” foi publicado já com 40 anos.
O prazer e a sensualidade das experiências ganham expressão de testemunho desassombrado sobre o prazer que retira das coisas e da vida.
São vários os objectos desejados pela sua escrita (da pintura à escultura, da paisagem à literatura, da política à filosofia), que numa linguagem tão plástica quanto barroca, capta impressivamente a harmonia e “os esplendores da criação”.
São inesquecíveis as páginas sobre as suas viagens por Itália, Flandres, França, ou sobre o seu amado Algarve.