Do sonho à realidade


As obras de recuperação e adaptação da antiga fábrica de conservas “Feu Hermanos” iniciaram-se em Setembro de 2004 visando a transformação das instalações em Museu Municipal, e a abertura pública teve lugar em Maio de 2008.
Adquirido pela Câmara Municipal em Fevereiro de 1996, o edifício fabril junto à margem direita do Arade, na renovada zona ribeirinha da cidade, foi objecto de um programa museológico específico e de um projecto de arquitectura, decisivos para a construção da actual estrutura.

Estruturado como um Museu de Sociedade, de Identidade e de Território e integrado na Rede Portuguesa de Museus pretende, reforçar a divulgação e valorização do património, da memória e da realidade histórica regional. Mas também ser um Centro Cultural, onde o público pode usufruir a sua componente cultural sempre em renovação e igualmente tirar partido do envolvimento natural, de grande beleza, que a localização ribeirinha proporciona.

Ligação entre o mar a terra e o homem

A profunda relação histórica do homem com o rio Arade, o Atlântico e o próprio território, do qual se destaca o valioso espólio industrial, naval, subaquático, arqueológico, etnográfico e iconográfico, são as grandes referências do Museu. Como tal, constituem-se como importante suporte para as iniciativas e actividades regulares do equipamento.

Assume particular destaque, neste contexto, a exposição referência, de longa duração, “Portimão – Território e Identidade”, estruturada em três percursos: O “Origem e Destino de uma Comunidade”; “A Vida Industrial e o Desafio do Mar” e “Do Fundo das Águas”.

Ocupando uma área de cerca de cinco mil metros quadrados, sem barreiras arquitectónicas e dotado de áreas funcionais e aprazíveis, o Museu de Portimão representa, nas suas componentes de construção e equipamento, um investimento global estimado em cerca de 9.500.000 euros, assegurando o Programa Operacional da Cultura uma taxa de co-financiamento de 50% e a Câmara o restante.