Manuel Teixeira Gomes, filho de um rico proprietário algarvio, nasceu em Portimão. Fez estudos secundários no seminário de Coimbra e chegou a frequentar os preparatórios de Medicina na Universidade de Coimbra. Foi para o Porto e ainda esteve em Lisboa, onde se relacionou com artistas e escritores (Fialho, João de Deus, Sampaio Bruno, Soares dos Reis), que o devem ter contaminado com o gosto da literatura e do Belo.
Aos 23 anos associou-se ao pai, exportador de figos secos, e teve a primeira vontade de, em viagens comerciais, visitar Espanha, França, Países Baixos, Alemanha, África do Norte, Ásia Menor.
Democrata convicto, foi chamado pelo governo a exercer funções diplomáticas em Londres depois de abolida a Monarquia em 1910. Em 1923, foi eleito Presidente da República, cargo a que renunciou dois anos mais tarde. Exilou-se então voluntariamente no norte de África, onde faleceu com idade avançada.
Linguagem e Estilo
Manuel Teixeira Gomes marca bem a passagem do século XIX para o XX. Quando começou a escrever, o realismo estava em crise. Imperava então o simbolismo, ao lado do decandentismo. É por isso que, em oposição ao realismo, o vemos retomar valores simbólicos ou poéticos de grande subjectividade. E é, por isso ainda, que o vemos sobressair na literatura de princípios do século como forte personalidade estetizante. Em todas as suas obras avulta o primado do estilo. A escolha do vocábulo bem soante e a ordenação musical e plástica da frase foram as suas preocupações dominantes.
- Espólio Manuel Teixeira Gomes
- Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes
Este concurso literário decorre anualmente e tem como principal objectivo incentivar e dar a conhecer novos talentos na área literária.
- Regulamento 2006;
- Regulamento 2005;
- Regulamento 2004.